quarta-feira, 8 de junho de 2016

O avião começa a andar. Num instante sentimos que estamos no ar. A paisagem é lindíssima, terrenos alinhados geometricamente, o estuário do Tejo a serpentear. Lembro-me que estou bem alto e assusto-me: " É melhor parar de olhar lá para baixo."- penso. Mas a tentação é maior. Pergunto-me se lá em baixo, alguém olha para cima e, tal como eu muitas vezes, se questiona: " O que andam tantas pessoas a fazer lá em cima?". Estou feliz mas apetecia-me que Paris fosse logo ali, apenas a uns 10 min de viagem. É tudo tão calmo que até assusta. Se não fosse a paisagem estar constantemente a mudar, eu diria que o avião estaria parado. O céu permanece azul e eu penso: " Talvez a meteorologia se tenha enganado e não esteja a chover em Paris". O Emanuel dá mais uma olhadela ao mapa do metro. O passageiro do banco do lado fecha o livro que estava a ler, descalça-se, fecha os olhos e dorme. Continuo a tirar fotografias. É tudo tão bonito. Quadrados amarelos. Verdes claro. Verdes escuro. Montanhas com neve lá ao fundo. O piloto avisa que estamos prestes a chegar. O céu está azul mas um manto branco está por debaixo de nós. O avião começa a dar a volta e levanta a asa esquerda. Ai Jasus!!! Voltamos ao normal. Por vezes, tenho a sensação que o avião pára, que fica a planar. Estamos a baixar. Só se vê branco. Digo: " Calma Zé", mas eu é que estou ansiosa. Parece que apagaram as luzes. Está escuro. Baixamos. Baixamos. Palmas. Muitas palmas. Estamos em Paris.











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