terça-feira, 31 de maio de 2016

AHAH...

Eu e o meu Emanuel estávamos à conversa na cozinha, quando entra o Zé a correr e pergunta:" O que é o jantar? E não digam beiços de alguidar que eu não gosto!" 


segunda-feira, 30 de maio de 2016

domingo, 29 de maio de 2016

Nada vai me deitar abaixo!

 
Gosto mesmo deste miúdo!!! " Tenho uma prateleira cheia de livros e a maior parte dos meus dentes". Adorável!!

Amar o próximo

Os miúdos do grupo da catequese do meu Zé, foram ontem ao lar que fica mesmo perto da nossa casa. Depois da pequena encenação, das canções foi-nos oferecido um lanche. Um dos miúdos dizia: " Sabes, eu uma vez li que os idosos são crianças crescidas. Eu uma vez até vi uma idosa a andar de baloiço". Uma ternura :)

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Coisas boas da vida

Ontem foi dia de percorrer caminhos com segredos, mágicos. Foi dia de exercitar o corpo e a mente. Foi dia de rir das quedas uns dos outros e de dar a mão para ajudar.Foi dia de agradecer a vista fantástica ao almoço. Ontem foi dia das coisas simples e boas da vida.









quarta-feira, 25 de maio de 2016

Deixo aqui um belo relato do que foi a prova. Retirado daqui.


Escarpas da Maceira uma “Alegre” surpresa


Decorreu no passado dia 22 de maio o primeiro Trail Escarpas da Maceira, que como o seu nome indica, ocorreu na aldeia de Maceira, situada a norte de Torres Vedras. Este trail foi bastante marcado pela morfologia da zona, que diga-se de passagem, era muito variada, permitindo aos atletas disfrutarem de um trail de 20 km ou de uma caminhada de 9km, contando como padrinhos da prova Victor Ferreira e Maria Antonieta Sá.




A organização foi bastante prestável ao longo de toda a prova, estando consciente que era um trail com troços muito difíceis, e que alguns participantes poderiam necessitar de ajuda, que física, quer psicológica, ou até mesmo de orientação! Como já foi dito, a morfologia era bastante variada, mas com uma constante: o chamado “Sobe e Desce”. Com isto, foi possível constatar que foi incluído todos, ou quase todos os elementos que conferem dificuldade aos trails, tendo sido possível passar por uma imensa variedade de terrenos que é raro observar. A prova iniciou-se em estradão, que depressa se transformou em caminhos estreitos a subir, e foi este tipo de transições que marcou o trail, especialmente no troço a seguir à ponte sobre o Rio Alcabrichel, onde os participantes foram direcionados para a praia do Porto Novo e passaram pela rebentação das ondas, onde depois fizeram uma subida “diabólica de bater com o queixo nos joelhos” para depois se depararem com uma paisagem fantástica. Pouco depois desse ponto, foi outra zona que marcava a prova, que era caracterizada por um trilho rochoso que ficava no cume de um monte, que por ser muito estreito, exigia a melhor atenção de todos os que por lá passassem. Felizmente, esta prova tinha bastantes troços bastante técnicos, e que certamente ficaram na memória de quem por lá passou, demasiados até para enumerar, pelo que a organização, na escolha dos trilhos está verdadeiramente de parabéns. Sendo a prova técnica que foi, alguns participantes sentiram que não conseguiam correr muito tempo de seguida, especialmente na segunda metade da prova, mas isso já é uma opinião subjetiva que se origina do estado físico de cada um. As “zonas perigosas” também foram outra constante nesta prova, existindo várias zonas que foram disponibilizadas cordas para fazer descidas de zonas bastante escorregadias, ou então, que foram estrategicamente colocadas para auxiliar os atletas no final da prova, que como se sabe, já não vão muito atentos, o que pode fazer a diferença, tendo a organização escolhido não arriscar em certas zonas.
No final, apesar da dificuldade da prova, todos os participantes no geral ficaram com um sorriso na cara por terem concluído uma excelente prova, e apesar de esta prova não ser a ideal para batermos a nossa melhor marca, foi sem duvida nenhuma uma prova bastante dura e completa. Prova excelente que mereceu um enorme elogio do seu padrinho Victor Ferreira:




“Esta prova foi uma surpresa para mim.
Tenho muitos anos de Trail e quando penso que está tudo inventado vem uma surpresa.
O meu amigo Carlos Alegre convidou-me a estar presente nesta prova com um nome sugestivo “Escarpas”!
Quem como eu que não conhece a região não imagina ao que vai. No entanto o amigo Carlos (Alegre) é um afamado organizador e dinamizador das corridas e da vida social e cultural desta bonita região à beira mar situada.
Além do saber acolher e tratar quem o visita, o Alegre, como trato carinhosamente, montou com imenso trabalho uma equipa e um percurso que deu origem a uma ORGANIZAÇÂO.
Esta Organização esteve exemplar a todos os niveis porque soube ser humilde. E se pensarmos que foi o 1º evento de Trail… Soberbo! Maravilhoso!
Fiz amigos, gostei do que vi, gostei de lá estar, e já me estou a preparar para a 2ª edição, nessa não me vão surpreender, não! Vou melhor preparado!
ESCARPAS? Belas paisagens, magnificos trilhos, durinho durinho como se exige nesta modalidade, muito técnico e variado. A prova de Trail onde vi mais cordas. Muito bom mesmo.
Tratamento idêntico para todos os participantes, do 1º ao ultimo, como o Trail e as boas maneiras exigem.
Por incrivel que pareça esta prova, no seu percurso, recordou-me o Cross Laminha, o AX Trail, os Trilhos Loucos da Reixida, a Serra da Freita, o Enduro da Ribafria…
Foi um misto de sensações únicas e concentradas numa só prova com um sobe e desce constante onde não se tinha tempo de descansar (podia sempre parar e sentar-me), areia, mato, calcário, grutas, ribeiras, praia…
Adorável surpresa. Soberbo percurso. Excelente traçado que exigiu imenso trabalho de corte e pesquisa. Parabés!!! 
Almoço… Se o percurso foi surpreendentemente fabuloso o almoço foi uma prova à parte. Quatro ou cinco pratos, à escolha! Nem jantei à noite. Soberbo almoço.
Antes que me esqueça o meu OBRIGADO sincero pelo convite que me foi feito para ser padrinho das Escarpas da Maceira. Um bem Haja a TODA a Organização, pelo esforço, dedicação, e pelo imenso trabalho que tiveram. Adorei e recomendarei e quero voltar!
Obrigado Carlos Alegre!!!

sábado, 21 de maio de 2016

Trail Escarpas da Maceira

Realiza-se amanhã o Trail Escarpas da Maceira. A Maceira é uma freguesia do concelho de Torres Vedras. As paisagens são fantásticas. Eu sou suspeita porque costumo treinar por esses trilhos. Acredito que quem participar vai ficar encantado. Desejo que tudo corra bem porque os organizadores estão a dar o seu melhor.




Entra e sai...

Hoje parece que não largo o carro. De manhã fui levar o Diogo ao Externato para jogar futsal. Duas horas depois fui buscá-lo. À tarde fui levar a Margarida aos escuteiros, duas horas depois fui buscá-la. Passado 1hora fui levar o Zé à catequese e daqui a meia-hora, lá vou eu ter de pegar no carro.

Qualquer lugar serve!!!

O meu Zé é como eu...adora ler...


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Alguém quer comprar um carro de bébé?

Acabei de lavar o carro de bébé do meu Zé. Foi apenas dele, o dos irmãos já estava um pouco estragado e decidimos por outro. Estava ali a um canto, sem uso, na esperança de uma nova oportunidade (a vida está muito difícil e já temos três filhos fantásticos).
Quando vou pendurar no estendal a capota, a Margarida pergunta:
- "O que é isso?"
- " Já sei, vamos ter mais um irmão!!!" - disse o Zé.
Aprecei-me a dizer que não, que estava apenas a lavá-lo, que não temos muito dinheiro para tudo o que um bébé precisa.
- "Que pena, nunca vi um bébé nascer!" - disse o Zé (eu penso que ele queria dizer que nunca teve um mano bébe, é o mais novo).
Margarida remediou a situação dizendo:" A mãe não pode. Vi na televisão que as mulheres que tem mais de 40, podem ter bébés com deficiências." E pronto, assunto encerrado.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Obrigada miúda do mesmo signo :)

Numa conversa banal com a minha colega de trabalho Carina, comentava que se me tinha acabado o creme de dia e, que estava a usar o creme de noite. Generosamente, no dia seguinte ela traz-me estes dois produtos. Pensei que já seriam dela, que já estivessem abertos mas não. Quando cheguei a casa e os fui ver melhor emocionei-me pela sua atitude. Não me esqueço de quem me faz o bem. Acho que é por isso que sou uma pessoa feliz. Estão sempre a acontecer-me coisas boas.




Pablo Neruda

A minha amiga Fátima enviou-me umas mensagens pelo facebook. Este poema estava lá e lembrou-me o malvado do indiano.

 O teu riso
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Pablo Neruda



segunda-feira, 9 de maio de 2016

Como é bela a puta da vida

Hoje ao procurar umas fotos no facebook, deparei-me com esta que me é tão especial e com o texto que escrevi. Apetece-me deixá-lo aqui mesmo que seja apenas pela lembrança fantástica.

"Decidimos ir passear. Afinal, os últimos tempos, não tem sido fáceis e, os miúdos até tinham ido passar o fim de semana à casa da avó. Fomos. Decidimos ir ao sabor do vento, sem pressas, sem correrias. Apreciar, o que de melhor tem o nosso país. A natureza, o campo, o verde, a gastronomia. Eu tinha em mente um passeio à beira-mar, seguido de uma ida à feira do livro pois iria estar presente, um dos meus escritores favoritos, o MEC, Miguel Esteves Cardoso. O Emanuel trocou-me as voltas. Se era para ser um passeio tranquilo, o melhor seria ficarmos pela costa atlântica, pelas paisagens de cortar a respiração, pelo mar sempre a acompanhar a nossa vista.
Sabe-se lá porquê, da Ericeira seguimos para a Praia das Maçãs, local onde almoçámos. E que bem que soube e que fresca estava a sangria. Apesar de tudo à volta ser encantador e saboroso, eu pensava no bulício de Lisboa, nas bancas cheias de livros, no tocar nos livros, no folhear. Pensava no livro que tinha ali, na minha mala, que não iria ser assinado por ele, que não conseguiria dizer-lhe o quanto me emocionam as suas palavras, o quanto me fazem rir, o quanto me fazem pensar. Mas eis, que ao olhar uma vez mais lá para fora, vejo-o sair do restaurante que ficava mais abaixo. “Emanuel”- gritei- “Olha só quem ali está!!!”. Ele e a sua Maria João. Amor da sua vida. Pensei correr com o livro na mão. Explicar-lhe que não estaríamos presentes pois estávamos a aproveitar a ausência dos filhos, dos dias normais, dos dias em que andamos sempre em 5ª…mas não, não corri. Fui politicamente correcta e fiquei ali a vê-lo partir e a pensar como é linda a puta da vida.
Almoçámos. Tentei apressar o Emanuel, sem ele se aperceber. Saltámos a sobremesa, passámos logo para o café. Se o tinha visto ali, era um sinal. Ficaria arrependida se não fosse. Também tínhamos tido tanta tranquilidade até ali, tanta lanzice até no conduzir. Porquê não ir até à nossa maravilhosa capital, sentir cultura, respirar cultura? Resmungou um pouco quando lhe expliquei tudo isto. Resmungou pouco. Percebeu que era importante para mim. Fomos.
Que lindo que é o caminho da Praia das Maçãs até Sintra. Leva-me sempre até ao Eça de Queiróz e a tantos escritores que por aquelas paragens andaram. Finalmente Lisboa. Depressa. Corremos. Procurámos o stand da Porto Editora. Fila. Muitas pessoas. Esperámos. Esperámos tranquilos. Hora e meia depois, eis-nos à conversa, a rir-mos juntos, a trocar-mos emoções juntos. Foi tão bom conhecer o MEC pessoalmente. Não é muito diferente dos livros. É ele. Genuíno, verdadeiro, apaixonado, acutilante.
Regressámos a casa como partimos. Tranquilos e felizes."