domingo, 29 de novembro de 2015

FICO SEMPRE IMPRESSIONADA COM A GRANDEZA DESTAS PESSOAS


Vai da Dinamarca à Tanzânia a pé e passou pelo Porto

 | 07/11/2015
O dinamarquês Charlie Christensen tirou dois anos e meio para caminhar durante 18 mil quilómetros. Porquê? Porque quer levar água a quem não a tem.
CLÁUDIO ANES
Aos 27 anos, criou a página Walking for Water e lançou-se à estrada, numa ?peregrinação filantrópica?
Há meses que Charlie Christensen se habituou a sentir as costas e os joelhos doridos ao fim do dia. Afinal, o preço a pagar para quem partiu da Dinamarca há quase meio ano e anda desde então a calcorrear as estradas da Europa. O destino, esse, há muito está traçado: Lengasti, uma remota aldeia da Tanzânia. Mais importante é garantir que, quando chegar à meta, já conta com os 400 mil euros de que precisa para brindar a população local com um sistema de abastecimento de água potável.
"Em 2013, estive lá a fazer voluntariado num orfanato e apercebi-me das dificuldades com que viviam. Para ter água, precisavam de percorrer 19 quilómetros até à aldeia mais próxima - mais 19 para regressar - e transportavam-na em baldes, com a ajuda de mulas. Perdiam quase um dia inteiro", recorda, ao JN, de passagem pelo Porto.
Ao fim de meio ano, voltou à Dinamarca, embrenhado na consciência de que era urgente fazer algo para mudar o rumo dos acontecimentos. E fez mesmo. Aos 27 anos, criou a página Walking for Water e lançou-se à estrada, numa "peregrinação filantrópica", como lhe chama.
"Pelos sítios por onde vou passando, vou contactando as empresas locais para conseguir patrocinadores. Por exemplo, dirijo-me muitas vezes às empresas de águas para que o nosso logo possa aparecer nas garrafas e uma parte das vendas reverta para nós. Sabendo que estão a contribuir para algo assim, as pessoas compram mais rapidamente", explica, admitindo que, para já, os resultados ainda não são os desejados.
Desde que deixou Esbjerg, a cidade em que vive, já fez três mil quilómetros, já passou por sete países diferentes (ao todo, serão 28), já caminhou com a chuva a cair-lhe copiosamente em cima e já se viu grego para superar as imponentes montanhas das Astúrias.
É que além da mochila que traz às costas, anda sempre com um carrinho, onde transporta a tenda, as roupas e uma espécie de mini cozinha improvisada. Se lhe oferecerem alojamento em regime de couchsurfing, tanto melhor. Caso contrário, acampa. E quando as pernas pesam ou o carrinho lhe complica a vida, agarra-se ao lema que o motivou: caminhar para que outros não tenham que o fazer.
"Eu sei que não posso mudar o Mundo sozinho, mas acredito que posso inspirar pessoas a acreditar que é possível fazer alguma coisa. Muitas pessoas veem que algo está errado, mas parece uma tarefa tão grande que preferem dizer que não podem fazer nada", atira, sonhador, indiferente à dureza 15 mil quilómetros que ainda tem pela frente.
A aventura de Charlie pode ser acompanhada diariamente no Facebook, através da página Walking for Water.

WORKSHOP DE SUMOS E SMOOTHIES

Fui convidada pela Biofrade - Agricultura Biológica , a participar num workshop de sumos e smoothies, que contará com a presenca de Avelino Ormonde, que ajudará na preparação dos sumos e batidos verdes. Vai ser giro adquirir mais conhecimentos para uma alimentação saudável. Terça feira lá estarei.

domingo, 22 de novembro de 2015

VÊM AÍ OS COMUNISTAS!!!

Donos Disto Tudo

Ontem, os homens foram ver ao café o Sporting-Benfica, e nós ficámos a ver Coração D`Ouro. Enquanto não começava, demos uma espreitadela à rtp1 e fartámo-nos de rir, com a interpretação/imitação do Manuel Marques, sobre o Cavaco Silva. A não perder, a partir do minuto 7 e 57. Parece que quem não riu muito foram os benfiquistas cá de casa!!!

ORA VAMOS LÁ ENTÃO A PERCEBER PORQUE É QUE SOU SALOIA??

http://www.vortexmag.net/descubra-porque-se-chamam-saloios-aos-habitantes-dos-arredores-de-lisboa/

sábado, 21 de novembro de 2015

DESATINO NA COZINHA

Desgraça total da minha parte na cozinha, Fiz sopa de espinafres, o Emanuel e os miúdos dizem que está salgada. Fiz pudim mandarim, esqueci-me do açucar. Devo ficar preocupado ou este comportamento deve-se ao facto do meu Emanuel ser o cozinheiro cá de casa. Será que já perdi a "mão" para a cozinha??? O Emanuel fez uma quiche para 5 pessoas...escusado será dizer que não foi suficiente. "Vou ficar cheia de fome e nem há nada para comer, nem bolo rei!!!" - queixava-me. Para minha surpresa hoje, quando o Emanuel foi ao pão trouxe o quê??? Bolinho rei...duas fatias já foram!!!

HÁ TERCEIRA NÃO FOI DE VEZ!!!

Podiam estar neste momento 52 pessoas felizes, muito felizes!!!


MALVADA ADOLESCÊNCIA

Fui levar o meu filho Diogo às explicações de matemática. Só tinha falado com a professora por telefone, por isso quando a vi, sorri por dentro. Parecia diferente de um professor de matemática! Tinha um aspecto exótico, extrovertido, parecia uma cantora das Doce. Apresentei-me a mim e ao Diogo, falámos brevemente e vim para o carro, sentei-me e desatei a chorar compulsivamente. Têm sido dias difíceis, muito duros. Não estava habituada a este total "descarrilamento" da parte dele, quer nas notas, quer no comportamento(onde é que anda o rapaz divertido, bem disposto cá da casa). Não chega já!!! Já percebemos o teu ponto, já chega dessa rebeldia parva, já percebemos do que és capaz!!! Sinto-me a perdê-lo, sinto que estou a perder o controle e assusta-me, assusta-me muito... Estou cansada e não me imagino a passar por isto mais duas vezes!! Deixo aqui um texto do blogue Cócó na Fralda, que explica bem tudo aquilo que eu não consigo expressar por palavras.

"A adolescência não pode (nem há-de) matar-nos

O meu filho Manel entrou na adolescência. Diz que é a partir dos 12 mas ele antecipou-se uns meses. Mudou. Mas mudou radicalmente, assim, de um dia para o outro. São mais os momentos em que está bruto como um camião do que aqueles em que é doce, como era. Deixa-se afagar mas é coisa de pouco tempo. Protesta por tudo e por nada, trata toda a gente como se ele é que tivesse os neurónios e o resto do pessoal fosse desprovido deles. Está muitas vezes no seu mundo, se bem que eu tento trazê-lo de novo para o nosso. Tudo é uma seca, um enfado, um enjoo. Sei que me esconde coisas, porque tenho a sorte de não ser burra, e isso parte-me o coração. Porque mesmo não sendo coisas graves, o facto de não as partilhar comigo significa que começa a ter, de facto, uma vida para lá da minha. Existe, para lá de mim. E isso, sendo maravilhoso, não é isento de dor. Tenho saudades dele. Não são ainda aquelas saudades doloridas, que oiço da boca de alguns pais, aquelas saudades de quem já nem lembra bem como eram os filhos antes de terem seguido o seu rumo, não são ainda essas. Ainda temos momentos de cumplicidade, de ternura, ainda o abraço, e ainda rimos muito. Mas tenho saudades por causa deste «ainda», assim repetido tantas vezes. Tenho medo que este «ainda» seja substituído por um «nunca mais». Parece uma inevitabilidade. É difícil, tão difícil para uma mãe ver um filho escorrer-se-lhe por entre os dedos. Não é que se perca o controlo da situação, não é que haja nisto um drama, não é que o rapaz se me vá fugir para a droga ou para a má vida. É só a lei das coisas. Eu sei como é porque passei por isso, e não me esqueci. Recordo-me até bastante bem de ser insuportável e de me achar insuportável mas de não conseguir fazer nada para me contrariar. O meu maior medo é o fosso que se pode criar entre uma mãe ou um pai e um filho, na adolescência, sobretudo quando ela começa tão cedo (e leva tanto tempo a acabar). São muitos anos de conflito, de tensão, de dois lados da barricada. De um lado os pais, que os querem deixar voar mas evitando que se esbardalhem todos, não ficando osso sobre osso; do outro lado os filhos, sobranceiros, altivos, com tantas certezas. Tenho medo que no meio desta conversa de surdos, alguma coisa de essencial se perca pelo caminho. Que nos percamos uns dos outros. Que aquele cordão maravilhoso e invisível que nos unia se quebre. E que depois nunca mais seja possível colá-lo. É por isso que o abraço e que o beijo e que tenho a obrigação de não me esquecer de o fazer, mesmo que ele seja tão parvo e arrogante que só me apeteça bater-lhe. É preciso não perder de vista o amor. É preciso não perder de vista a cumplicidade. É preciso respirar fundo, fechar os olhos, e relembrar aquele primeiro olhar que ele me deu, acabado de nascer. E o primeiro sorriso. E a primeira palavra. E os primeiros passos. É preciso não esquecer todo um caminho. E continuar a caminhar, sem deixar que se quebre o cordão invisível. E esperar que, quando a adolescência passar, tenhamos encontrado um amor diferente na forma, mas igual na essência."

terça-feira, 17 de novembro de 2015

OPTIMISMO E...

BOA DISPOSIÇÃO.

Ontem...

não esqueceremos!

Muito mais amor por favor!!!

A propósito do que se passou em França, aqui fica um texto fantástico do Fábio, que passou ano e meio a viajar por meio mundo, que conviveu com tantos credos, raças. Quem tiver curiosidade pode segui~lo aqui :

Pior do que o radicalismo do lado de lá que já é mau, muito mau é o radicalismo do lado de cá. Temo por pessoas que vêm à procura de uma vida melhor para a Europa seja fugindo da guerra ou não paguem por crimes que não cometeram, que não concordaram, que não aceitam e com que não se identificam de todo… Temo que estas pessoas que só querem viver em paz não a encontrem do lado de cá… Temo que por causa de poucos muitos caiam… 
Eu também saí de Portugal à procura de uma vida melhor... 
Estive sentado sozinho (como cristão) em mesquitas na cidade de Istanbul onde algumas centenas de muçulmanos rezavam, no fim do tempo de reza alguns deles se dirigiram na minha direcção e depois de me cumprimentarem com mais do que um sorriso ficaram largos minutos à conversa comigo, onde debatemos os nossos ideais, as nossas diferenças, onde todos concordamos que cada um deve seguir aquilo em que acredita, sem radicalismo, com respeito e onde no fim todos me agradeceram por estar lá a partilhar aquele momento com eles.
No Irão, um país que é tido como tão perigoso passei por dezenas de casas de famílias muçulmanas onde acompanhei o dia a dia deles, onde os via e ouvia rezar várias vezes ao dia, onde me deram tanto amor, tanto mesmo que não tem explicação.
Na Indonésia estive em pequenas vilas onde só habitavam muçulmanos, em todas elas fui tratado com respeito, em todas elas me senti bem vindo e em parte delas fui convidado a festejar o Ramadão que é só uma época de extrema importância para o povo muçulmano.
Assim como em todos os outros países fui bem recebido por todo o tipo de religiões que encontrava. Passei vários dias só com muçulmanos, vários dias só com judeus, vários dias só com hindus, vários dias só com ateus, vários dias só com cristãos, vários dias com tudo ao molho, vários dias sozinho… Em todos estes dias senti-me respeitado, em todos estes dias senti-me seguro, em todos estes dias partilhei, em todos estes dias recebi muito mais do que dei.
Em viagem vi o que já sabia, que não interessa a cor, a religião nem a orientação sexual para nada, que somos todos iguais… Todos.
Tenho pena que algumas pessoas se deixem levar por estes grupos de terroristas, isso é o que eles querem e realmente parece que estão a conseguir… Muito mais medo dos novos radicais do lado de cá do que os do lado de lá.
Muito mais amor por favor!
Beijos & Abraços!

sábado, 14 de novembro de 2015

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Feriado Municipal

Quarta-feira é dia do nosso feriado municipal. Eu e as minhas colegas ansiávamos por este dia. A maior parte delas planearam ir para as compras de Natal. Eu não queria "enfiar-me" num shopping, com os miúdos a chatear. Por isso, pedi ao Emanuel, para irmos até Sintra, sempre pela nossa maravilhosa costa, sempre com o mar à vista. Talvez seja difícil perceber esta minha necessidade de paz, de tranquilidade mas para quem trabalha num local, que não tem janelas a receber luz que vem da rua, que passa os dias a ouvir o ruído constante das aparafusadoras ( é preciso esclarecer que gosto muito do que faço mas como em qualquer emprego tem os seus contras), é quase urgente procurar locais que me devolvam a energia e serenidade. Sendo assim, visitámos praias que não conheciamos, fomos às Azenhas do Mar, ao Cabo da Roca (a Margarida deu os pontos cardeais, as fronteiras marítimas de Portugal a geografia), o ponto mais ocidental da Europa e finalmente, depois do almoço, visitámos a belíssima Quinta da Regaleira. Não vou estar aqui com descrições ou sensações deste local mágico, deixo-vos com as fotos que tirei e com as palavras de uma turista que me pedia informações." It´s such a beautiful place!!!". 





















Bom fim-de-semana milionárias!!!


 111 milhões!!! Eu fiquei tão atordoada quando ouvi o nº, que tive de parar, para tentar perceber a quantidade. Não consegui, é demasiado, é tanto, para quem tem tão pouco. Mas merecíamos, merecíamos mesmo. Merecíamos pelo trabalho que realizamos diariamente, pelas vidas difíceis que temos, pela luta diária. Não sei o que vai acontecer mais logo mas sei, que na 2ª feira lá estaremos, alegres, a partilhar os nossos problemas, angústias. A vida é mesmo assim mas um cruzeiro sabia mesmo bem. Ah, se sabia!!!