quinta-feira, 30 de junho de 2016

terça-feira, 28 de junho de 2016

Um sonho

Descobri esta história na página do Diário de Notícias no facebook e acho absolutamente extraordinário. Vejam as fotos são lindas (há muitas mais para além destas que aqui coloquei.)






sábado, 25 de junho de 2016

Vamos lá então...

... para a festa de encerramento da catequese do Zé.


E é só isto!

Ela é de Virgem…

A tão célebre perfeccionista. Expansiva e sempre simpática, mas não se engane: só com quem ela quiser ser. Afinal, ela é realista, dessas que dispensa jogos e artimanhas, do tipo honesta demais; a ponto de lhe trazer incômodos e desafetos que talvez a boa convivência lhe pedisse que ao menos tentasse evitar.
Com ela não existem meios termos, a vida é composta de oitos e oitentas. E se quiser ficar com ela, tenha pique extra: sua hiperatividade vai te afogar ou afastar de vez. Ela é dessas que só se prende se quiser, que sabe que esse lance de par perfeito é só uma teoria romantizada e errônea de algo chamado amor, que na prática, é só uma questão de querer se adaptar.
Se for morno, ela foge rápido. Então faça-a querer ficar. E não espere grandes declarações nem promessas de amores infinitos, ela será dura com você como é dura com ela mesma: eterna exigência de melhora que pode fazer com que você queira superar constantemente ou com que você se canse rápido e vá embora.
Não tente fazê-la escolher entre razão e coração, já que ela é extremamente prática e lógica. Cuide dos detalhes, eles contam mais que grandes ações.
Doses diárias de afeto te surpreenderão enquanto ela estiver feliz ao seu lado. Não permita que ela se afaste: porque se ela decidir ir embora, dificilmente voltará.
Ficar com ela será um desafio diário. Afinal, enfrentar um gênio tao forte não é pra qualquer um.
Mas olha, menino, ela é de virgem! Faz tudo e não mede esforços por quem ama, é sempre sincera (mesmo que no início doa um pouco) e quer sempre ser melhor. Ela é analítica, organizada, detalhista.
Ela é um pouco rude, levemente bruta e um pouco cabeça-dura quando se trata de amor. Mas vem cá, menino: quem nunca gostou de um bom desafio, não é mesmo?
Ame ou deixe-a, pois ela é de virgem.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Adoro!!!



Hoje, a semente que dorme na terra
E se esconde no escuro que encerra
Amanhã nascerá uma flor

Ainda que a esperança da luz
Seja escassa
A chuva que molha e passa
Vai trazer numa gota amor

Também eu estou
À espera da luz
Deixo-me aqui
Onde a sombra seduz

Também eu estou
À espera de mim
Algo me diz
Que a tormenta passará

É preciso perder
Para depois se ganhar
E mesmo sem ver
Acreditar!

É a vida que segue
E não espera pela gente
Cada passo que dermos em frente
Caminhando sem medo de errar

Creio que a noite
Sempre se tornará dia
E o brilho que o sol irradia
Há-de sempre me iluminar

Quebro as algemas neste meu lamento
Se renasço a cada momento
Meu o destino na vida é maior

Também eu vou
Em busca da luz
Saio daqui
Onde a sombra seduz

Também eu estou
À espera de mim
Algo me diz
Que a tormenta passará

É preciso perder
Para depois se ganhar
E mesmo sem ver
Acreditar!

É a vida que segue
E não espera pela gente
Cada passo que dermos em frente
Caminhando sem medo de errar

Creio que a noite
Sempre se tornará dia
E o brilho que o sol irradia
Há-de sempre nos iluminar

Sei que o melhor de mim
Está para chegar
Sei que o melhor de mim
Está por chegar
Sei que o melhor de mim
Está para chegar

terça-feira, 21 de junho de 2016

Saudades...

O dia não foi dos melhores. Correu tudo bem no trabalho mas ando aborrecida. Também tenho dias assim, dias em que vou um pouco abaixo. Há-de passar. Mas em dias menos bons, também acontecem coisas que nos emocionam, que nos animam. É o caso desta foto que uma familiar colocou no facebook, da minha querida avó Alexandrina e da sua irmã. Bateu uma saudade grande mas também me fez pensar que realmente o que pode acontecer de pior na vida é perdermos aqueles que amamos. Por isso siga...


:)



segunda-feira, 13 de junho de 2016

1º dia em Paris

Antes de partimos para Paris, sabiamos que o tempo ia estar cinzento e que havia a possibilidade de chuviscos, que havia a greve no metro, por isso, foi com surpresa e alegria, que verificamos que tinhamos transporte para Paris. A expectativa era grande e foi com espanto que comecei a ver a parte superior da Torre Eiffel. Achei estranho. Seria possível já estar em Paris? Novamente entre dois prédios, lá estava ela. Apontei para eles, disse baixinho, com delicadeza: "A Torre Eiffel! A Torre Eiffel!". Não queria parecer patética, afinal para a maior parte das pessoas que ali estavam, a Torre Eiffel deve ser algo banal. Chegados a Paris, já a pé, fomos à procura da nossa nova casa. Pelo caminho passámos pelo Conservatório Nacional de Arte Dramática e pela Igreja de Saint-Eugene. Largámos as mochilas e seguimos para Montmartre, sempre a pé, sempre a subir. Para conhecer a cidade tem mesmo de ser a pé e não debaixo da terra, de metro, só porque é mais rápido. Eu não queria viajar assim. Eu não queria só dizer que estive em Paris, que vi a Torre Eiffel e tantos outros monumentos. Eu queria sentir a cidade, ver os parisienses, como se vestiam as senhoras, conhecer os seus hábitos, ver as montras lindíssimas. Eu não queria andar de um local para o outro, só para coleccionar locais. Fomos sempre a andar calmamente, a admirar, até que chegámos ao Moulin Rouge, depois de passarmos por uma avenida digamos "picante". Ok, eu sabia que era a rua onde fica o museu erótico, mas daí a ser loja sim, loja sim... Tirámos as fotos da prache e seguimos, tal como tinhamos planeado o nosso percurso pelo bairro.Ia tão entusiasmada que passei à frente do Café des Deux Moulins(onde foi filmado o filme O Famoso Destino de Amélie Poulin) e só quando a rua Lepic terminou é que reparei. Um sr português ouviu a nossa conversa e disse-nos onde ficava. Agradecemos e voltamos a descer a rua para umas fotos. Seguimos para a rua Ravignan, para ver a casa onde Picasso morou e onde pintou o quadro Les Demoiselle d`Avignon. Continuámos a subir até chegar à Place du Tertre onde muitos artistas desenham o retrato dos turistas. Um pouco mais à frente fica a Basílica du Sacré-Coeur, o 2º ponto mais alto de Paris. Infelizmente, estava muito nublado, não deu para apreciar muito. Dali decidimos descer a escadaria, os miúdos andaram no carrocel e fomos comer umas baguetes porque a caminhada tinha sido longa. A sra foi uma simpatia e até nos ofereceu uma garrafa de sumo. Seguimos de metro para o museu d`Orsay(à 5ª feira o museu está aberto até às 21h45m com um preço mais acessível a partir das 18h) mas excepcionalmente o museu não abriria. Bom sendo assim fomos até ao Jardim das Tulherias onde está instalada a roda gigante, não sem antes tirar umas fotos na ponte das Artes, a famosa ponte dos cadeados. A Torre Eiffel parecia estar tão perto de nós que decidimos ir a pé. Mas o perto não era assim tão perto. Quando chegámos na Torre Eiffel, esta já estava iluminada mas quando começou a piscar a sensação é única. Olhei para o Emanuel e para os miúdos e vi nas caras deles a alegria de estar ali. Senti uma tranquilidade, felicidade imensa. Tinha valido a pena ousar, arriscar, sonhar, fazer, concretizar. Estávamos os cinco em Paris!!!











sexta-feira, 10 de junho de 2016

Porquê fotos de Paris no dia de Portugal???

Porque tem um coração, e o meu é todo português. Deste pequeno/grande país que adoro e de que muito me orgulho. — em Stravinsky Fountain.


Quando vi esta t-shirt há uns anos à venda, comprei-a com a intenção de que quando fossemos visitar outro país, o Emanuel a vestisse. O dia chegou e Lisboa esteve em Paris - em Basílica de Notre Dame


No Hotel de Ville, o grande Eusébio, embaixador de Portugal


Mais um português em exposição no Grand Palais.

 A roda com a nossa selecção.



Porque sendo dia das Comunidades, foi tirada no país onde vive a maior comunidade de portugueses.


E claro, a telefonar para Portugal, na fantástica Avenida dos Campos Elíseos, fechada ao trânsito apenas para pedonais e ciclistas. À portuguesa cheia de sorte!!!


quarta-feira, 8 de junho de 2016

O avião começa a andar. Num instante sentimos que estamos no ar. A paisagem é lindíssima, terrenos alinhados geometricamente, o estuário do Tejo a serpentear. Lembro-me que estou bem alto e assusto-me: " É melhor parar de olhar lá para baixo."- penso. Mas a tentação é maior. Pergunto-me se lá em baixo, alguém olha para cima e, tal como eu muitas vezes, se questiona: " O que andam tantas pessoas a fazer lá em cima?". Estou feliz mas apetecia-me que Paris fosse logo ali, apenas a uns 10 min de viagem. É tudo tão calmo que até assusta. Se não fosse a paisagem estar constantemente a mudar, eu diria que o avião estaria parado. O céu permanece azul e eu penso: " Talvez a meteorologia se tenha enganado e não esteja a chover em Paris". O Emanuel dá mais uma olhadela ao mapa do metro. O passageiro do banco do lado fecha o livro que estava a ler, descalça-se, fecha os olhos e dorme. Continuo a tirar fotografias. É tudo tão bonito. Quadrados amarelos. Verdes claro. Verdes escuro. Montanhas com neve lá ao fundo. O piloto avisa que estamos prestes a chegar. O céu está azul mas um manto branco está por debaixo de nós. O avião começa a dar a volta e levanta a asa esquerda. Ai Jasus!!! Voltamos ao normal. Por vezes, tenho a sensação que o avião pára, que fica a planar. Estamos a baixar. Só se vê branco. Digo: " Calma Zé", mas eu é que estou ansiosa. Parece que apagaram as luzes. Está escuro. Baixamos. Baixamos. Palmas. Muitas palmas. Estamos em Paris.











segunda-feira, 6 de junho de 2016

Sonhos realizados

Foi há 25 anos que eu fui a Paris. Tinha 17 anos e nunca tinha saído do meu país. Pensei muitas vezes que gostaria de lá voltar mas... nada fiz. Há um tempo li num blog de viagens o seguinte tema: " Viajar não é para ricos". Li tudo com atenção e decidi meter mãos à obra. Nas nossas últimas férias em Goís fizemos um pacto: iríamos colocar dinheiro numa caixa para ir a Cuba (viagem de sonho do meu Emanuel). Mas Cuba fica tão longe. Talvez fosse melhor começar por algo mais perto. "Porque não Paris?" - pensei. Assim foi. A caixa foi enchendo com a venda do carrinho de bébé do Zé, com o dinheiro dos sábados que fiz, com o dinheiro ganho nas mesas de voto, com o dinheiro dos cafés que não bebi, das provas que não participei e por aí fora. Às vezes temos que dar um abanão e dizer chega. A vida não pode ser só trabalhar para pagar casa, água, luz, combustível, uma lista interminável e sufocante. Às vezes temos que abanar e dizer eu estou aqui. Eu estou aqui!!! Como escreveu um dia, o meu professor de português Francisco Branco, no meu livro de autógrafos: " Tudo vale a pena quando a alma não é pequena".