segunda-feira, 13 de junho de 2016

1º dia em Paris

Antes de partimos para Paris, sabiamos que o tempo ia estar cinzento e que havia a possibilidade de chuviscos, que havia a greve no metro, por isso, foi com surpresa e alegria, que verificamos que tinhamos transporte para Paris. A expectativa era grande e foi com espanto que comecei a ver a parte superior da Torre Eiffel. Achei estranho. Seria possível já estar em Paris? Novamente entre dois prédios, lá estava ela. Apontei para eles, disse baixinho, com delicadeza: "A Torre Eiffel! A Torre Eiffel!". Não queria parecer patética, afinal para a maior parte das pessoas que ali estavam, a Torre Eiffel deve ser algo banal. Chegados a Paris, já a pé, fomos à procura da nossa nova casa. Pelo caminho passámos pelo Conservatório Nacional de Arte Dramática e pela Igreja de Saint-Eugene. Largámos as mochilas e seguimos para Montmartre, sempre a pé, sempre a subir. Para conhecer a cidade tem mesmo de ser a pé e não debaixo da terra, de metro, só porque é mais rápido. Eu não queria viajar assim. Eu não queria só dizer que estive em Paris, que vi a Torre Eiffel e tantos outros monumentos. Eu queria sentir a cidade, ver os parisienses, como se vestiam as senhoras, conhecer os seus hábitos, ver as montras lindíssimas. Eu não queria andar de um local para o outro, só para coleccionar locais. Fomos sempre a andar calmamente, a admirar, até que chegámos ao Moulin Rouge, depois de passarmos por uma avenida digamos "picante". Ok, eu sabia que era a rua onde fica o museu erótico, mas daí a ser loja sim, loja sim... Tirámos as fotos da prache e seguimos, tal como tinhamos planeado o nosso percurso pelo bairro.Ia tão entusiasmada que passei à frente do Café des Deux Moulins(onde foi filmado o filme O Famoso Destino de Amélie Poulin) e só quando a rua Lepic terminou é que reparei. Um sr português ouviu a nossa conversa e disse-nos onde ficava. Agradecemos e voltamos a descer a rua para umas fotos. Seguimos para a rua Ravignan, para ver a casa onde Picasso morou e onde pintou o quadro Les Demoiselle d`Avignon. Continuámos a subir até chegar à Place du Tertre onde muitos artistas desenham o retrato dos turistas. Um pouco mais à frente fica a Basílica du Sacré-Coeur, o 2º ponto mais alto de Paris. Infelizmente, estava muito nublado, não deu para apreciar muito. Dali decidimos descer a escadaria, os miúdos andaram no carrocel e fomos comer umas baguetes porque a caminhada tinha sido longa. A sra foi uma simpatia e até nos ofereceu uma garrafa de sumo. Seguimos de metro para o museu d`Orsay(à 5ª feira o museu está aberto até às 21h45m com um preço mais acessível a partir das 18h) mas excepcionalmente o museu não abriria. Bom sendo assim fomos até ao Jardim das Tulherias onde está instalada a roda gigante, não sem antes tirar umas fotos na ponte das Artes, a famosa ponte dos cadeados. A Torre Eiffel parecia estar tão perto de nós que decidimos ir a pé. Mas o perto não era assim tão perto. Quando chegámos na Torre Eiffel, esta já estava iluminada mas quando começou a piscar a sensação é única. Olhei para o Emanuel e para os miúdos e vi nas caras deles a alegria de estar ali. Senti uma tranquilidade, felicidade imensa. Tinha valido a pena ousar, arriscar, sonhar, fazer, concretizar. Estávamos os cinco em Paris!!!











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