"Decidimos ir passear. Afinal, os últimos tempos, não tem sido fáceis e, os miúdos até tinham ido passar o fim de semana à casa da avó. Fomos. Decidimos ir ao sabor do vento, sem pressas, sem correrias. Apreciar, o que de melhor tem o nosso país. A natureza, o campo, o verde, a gastronomia. Eu tinha em mente um passeio à beira-mar, seguido de uma ida à feira do livro pois iria estar presente, um dos meus escritores favoritos, o MEC, Miguel Esteves Cardoso. O Emanuel trocou-me as voltas. Se era para ser um passeio tranquilo, o melhor seria ficarmos pela costa atlântica, pelas paisagens de cortar a respiração, pelo mar sempre a acompanhar a nossa vista.
Sabe-se lá porquê, da Ericeira seguimos para a Praia das Maçãs, local onde almoçámos. E que bem que soube e que fresca estava a sangria. Apesar de tudo à volta ser encantador e saboroso, eu pensava no bulício de Lisboa, nas bancas cheias de livros, no tocar nos livros, no folhear. Pensava no livro que tinha ali, na minha mala, que não iria ser assinado por ele, que não conseguiria dizer-lhe o quanto me emocionam as suas palavras, o quanto me fazem rir, o quanto me fazem pensar. Mas eis, que ao olhar uma vez mais lá para fora, vejo-o sair do restaurante que ficava mais abaixo. “Emanuel”- gritei- “Olha só quem ali está!!!”. Ele e a sua Maria João. Amor da sua vida. Pensei correr com o livro na mão. Explicar-lhe que não estaríamos presentes pois estávamos a aproveitar a ausência dos filhos, dos dias normais, dos dias em que andamos sempre em 5ª…mas não, não corri. Fui politicamente correcta e fiquei ali a vê-lo partir e a pensar como é linda a puta da vida.
Almoçámos. Tentei apressar o Emanuel, sem ele se aperceber. Saltámos a sobremesa, passámos logo para o café. Se o tinha visto ali, era um sinal. Ficaria arrependida se não fosse. Também tínhamos tido tanta tranquilidade até ali, tanta lanzice até no conduzir. Porquê não ir até à nossa maravilhosa capital, sentir cultura, respirar cultura? Resmungou um pouco quando lhe expliquei tudo isto. Resmungou pouco. Percebeu que era importante para mim. Fomos.
Que lindo que é o caminho da Praia das Maçãs até Sintra. Leva-me sempre até ao Eça de Queiróz e a tantos escritores que por aquelas paragens andaram. Finalmente Lisboa. Depressa. Corremos. Procurámos o stand da Porto Editora. Fila. Muitas pessoas. Esperámos. Esperámos tranquilos. Hora e meia depois, eis-nos à conversa, a rir-mos juntos, a trocar-mos emoções juntos. Foi tão bom conhecer o MEC pessoalmente. Não é muito diferente dos livros. É ele. Genuíno, verdadeiro, apaixonado, acutilante.
Regressámos a casa como partimos. Tranquilos e felizes."
Sabe-se lá porquê, da Ericeira seguimos para a Praia das Maçãs, local onde almoçámos. E que bem que soube e que fresca estava a sangria. Apesar de tudo à volta ser encantador e saboroso, eu pensava no bulício de Lisboa, nas bancas cheias de livros, no tocar nos livros, no folhear. Pensava no livro que tinha ali, na minha mala, que não iria ser assinado por ele, que não conseguiria dizer-lhe o quanto me emocionam as suas palavras, o quanto me fazem rir, o quanto me fazem pensar. Mas eis, que ao olhar uma vez mais lá para fora, vejo-o sair do restaurante que ficava mais abaixo. “Emanuel”- gritei- “Olha só quem ali está!!!”. Ele e a sua Maria João. Amor da sua vida. Pensei correr com o livro na mão. Explicar-lhe que não estaríamos presentes pois estávamos a aproveitar a ausência dos filhos, dos dias normais, dos dias em que andamos sempre em 5ª…mas não, não corri. Fui politicamente correcta e fiquei ali a vê-lo partir e a pensar como é linda a puta da vida.
Almoçámos. Tentei apressar o Emanuel, sem ele se aperceber. Saltámos a sobremesa, passámos logo para o café. Se o tinha visto ali, era um sinal. Ficaria arrependida se não fosse. Também tínhamos tido tanta tranquilidade até ali, tanta lanzice até no conduzir. Porquê não ir até à nossa maravilhosa capital, sentir cultura, respirar cultura? Resmungou um pouco quando lhe expliquei tudo isto. Resmungou pouco. Percebeu que era importante para mim. Fomos.
Que lindo que é o caminho da Praia das Maçãs até Sintra. Leva-me sempre até ao Eça de Queiróz e a tantos escritores que por aquelas paragens andaram. Finalmente Lisboa. Depressa. Corremos. Procurámos o stand da Porto Editora. Fila. Muitas pessoas. Esperámos. Esperámos tranquilos. Hora e meia depois, eis-nos à conversa, a rir-mos juntos, a trocar-mos emoções juntos. Foi tão bom conhecer o MEC pessoalmente. Não é muito diferente dos livros. É ele. Genuíno, verdadeiro, apaixonado, acutilante.
Regressámos a casa como partimos. Tranquilos e felizes."

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